Parto Normal

O mais indicado e com duração de tempo indeterminada, podendo levar de 2 a 12 hs. Isso não se trata de uma regra, existem partos que duram menos e/ou até mais tempo, tudo dependerá de uma série de fatores, dentre eles as condições físicas da mamãe e seu grau de dilatação.

A gestante é colocada em posição ginecológica, ou seja, deitada, com as pernas abertas e suspensas lateralmente. Em grande parte dos casos, administra-se a anestesia peridural, que ameniza a dor, sem diminuir a sensação das contrações ou do trabalho de parto. Às vezes, faz-se necessário um pequeno corte na entrada da vagina, para facilitar a passagem do bebê e conservação da pele e músculos da mulher.

Direcionada por informações do médico, a gestante faz força a fim de impulsionar a saída da criança. Com o aparecimento da cabeça, o médico auxilia com as mãos, na retirada do corpinho. Após o nascimento, o bebê é colocado sobre o peito da mamãe e só aí então, corta-se o cordão umbilical.

Cesariana

Depois do parto normal, a cesariana é a técnica mais usada em parto. Normalmente é marcada com antecedência e utilizada caso haja algum tipo de problema com a gestante ou com o bebê.Para sua realização, aplica-se a anestesia, geralmente a peridural obstétrica, entre duas vértebras lombares, em uma região da coluna denominada peridural. O adormecimento ocorre por cerca de 7 a 10 minutos após sua aplicação podendo durar por até 2 horas.

O médico dá início ao seu trabalho, cortando por volta de 10 cm a pele próxima ao púbis e mais sete camadas de tecido até chegar ao útero materno. Encontrado (útero), leve pressão é feita sobre a barriga da mamãe no sentido de forçar a saída da criança. Ao nascer, o bebê é colocado de encontro ao peito da mãe. Em seguida, é cortado o cordão umbilical, dando-se início à limpeza da cavidade uterina.

Por meios de agulha e fios de nylon o corte é fechado através de pontos pequenos, sendo retirados num intervalo aproximado de uma semana. Hoje, esse processo de sutura também é feito através de fita adesiva, dispensando a costura.

Parto de Cócoras

Umas das formas mais conhecidas e antigas de dar à luz. Na grande maioria dos casos, não existe a necessidade de uso da anestesia. A própria posição - de cócoras - contribui para a distribuição de uma substância fabricada pelo organismo da mulher, durante as contrações, a endorfina, que atua como um analgésico.

A mamãe deve ficar abaixada, sentada sobre o calcanhar. Decorrente dessa posição, a abertura da vagina e da bacia torna-se maior e permite que o canal de parto fique desobstruído. Nesse tipo de parto, em geral, a criança nasce 40% das vezes mais rápido dos que os efetuados em posição horizontal. Após o nascimento, o médico corta o cordão umbilical, e puxa a placenta, que cairá com facilidade.

Parto na Água

Muitas dúvidas em relação a esse tipo de parto se fazem presente. A mais freqüente é se o bebê pode vir a se afogar. Durante todos os 9 meses, ou 40 semanas, a criança vive inserida no líquido amniótico, portanto, nada mais natural que ela tenha o seu primeiro contato com o mundo externo através da água.

Todo o parto é cercado de muita tranqüilidade. Para reduzir as dores das contrações, a temperatura da água é aquecida a 36º C. e uma música pré-escolhida pela mamãe é colocada de fundo. Nesse tipo de escolha de técnica, cabe ao médico, praticamente acompanhar o decorrer do parto, determinando apenas qual a posição mais adequada para a saída do bebê.

Cursos especialidades em técnicas de relaxamento e respiração devem ser feitos pelas gestantes que optem por esse tipo de parto. É aconselhável que o futuro papai também os faça, já que ele também participará, entrando na água e auxiliando a mulher.

Parto a Fórceps

Associado no passado à trauma, dor e sofrimento, esse tipo de parto hoje, é encarado de outra forma. Recebe esse nome devido a um instrumento cirúrgico (fórceps), utilizado para retirar a criança do útero materno. Existem atualmente, por volta de 500 modelos mais ou menos desse instrumento, mas todos são compostos de dois ramos (direito e esquerdo) que se dividem em forma de colher, cabo e articulação.

A mamãe é colocada deitada, com as pernas abertas e elevadas lateralmente, e quando o bebê está no canal de parto, é inserido o instrumento - fórceps - pelo médico, com cuidado, através da vagina. Com o encaixe das partes nas têmporas do bebê, a mamãe faz força para expulsá-lo, e assim a criança é puxada. Hoje, essa técnica de parto, só gera benefícios. O avanço da medicina, através da descoberta de novos aparelhos, dismistificou os conceitos que existiam a esse respeito.

Parto Induzido

Algumas vezes a gestação chega ao final e a mulher não manifesta nenhum sintoma de trabalho de parto. O médico nesses casos, examina a gestante e o bebê, verificando as possibilidades de induzir (provocar) o parto.

Na gestante, a análise é feita através do exame de toque vaginal e no bebê, uma verificação do batimento cardíaco, por meio de sonar, estetoscópio, ou da cardiotocografia.

Em condições favoráveis, a indução é realizada por meio de injeção de um hormônio (ocitocina) na veia da mulher, diluído em solução fisiológica, com gotejamento constante. Como conseqüência, o organismo da gestante pode reagir, e entrar em trabalho de parto, sendo possível a realização do parto normal. Esse mesmo processo de indução, é utilizado quando o trabalho de parto é espontâneo, mas sofre alterações nas contrações. Nesse caso, recebe o nome de aceleração do parto.

Contra-indicações para a indução:
- quando pode ocasionar sofrimento fetal;
- cesárea anterior;
- situação aonde esteja prevista a dificuldade de passagem do bebê pelo canal de parto.