Hemograma

Para que serve - Através do sangue, é possível detectar a existência de infecções e anemia. Quando severa, ela precisa ser tratada com suplementos vitamínicos. Se isto for descuidado, pode trazer prejuízos para o desenvolvimento do feto.
Como se faz - Colhendo sangue (10ml, em média) de uma veia do braço. O resultado sai em poucas horas.
Quando se faz - Obrigatoriamente, no começo da gestação. Será repetido outras vezes, a critério médico.
Preparação - Jejum de quatro horas, no mínimo, exceto para água. Informe ao laboratório se estiver tomando qualquer medicação, pois pode alterar o resultado.

Tipo sangüíneo

Para que serve - Saber se há incompatibilidade entre o sangue materno e o paterno. Dependendo da combinação, o tipo sangüíneo do feto pode não ser o mesmo de seu pai e nem de sua mãe.
Como se faz - Aproveita-se, de preferência, parte do sangue colhido para o hemograma. Resultado no mesmo dia.
Quando se faz - Logo no começo da gravidez.
Preparação - Jejum de quatro horas, menos para água.

Prova de Coombs

Para que serve - Avaliar se a mãe, que tem Rh negativo, produz anticorpos contra o sangue do bebê. Caso confirmado e, dependendo da quantidade de sangue do feto destruída durante a gravidez, faz-se uma transfusão intra-útero ou logo que ele nasce.
Como se faz - Através de coleta de sangue. O resultado demora cerca de dois dias.
Quando se faz - É indispensável sempre que a mulher tem Rh negativo e o futuro pai, positivo.
Preparação - Jejum de quatro horas, menos para água.

Glicemia

Para que serve - Medir os níveis de açúcar no sangue, pesquisando a existência de diabetes. A doença pode provocar hipoglicemia no bebê (baixa perigosa das taxas de glicose) logo após o parto, ou o nascimento de crianças muito acima do peso considerado normal.
Como se faz - Retira-se amostra de sangue da mãe.
Quando se faz - Logo no começo da gestação, sobretudo se há antecedentes de diabetes ou um ganho excessivo de peso. Entre a 24ª e a 28ª semanas, o obstetra costuma pedir um outro exame, o Teste de Tolerância à Glicose, para fazer duas dosagens: a primeira, em jejum e outra, uma hora depois de uma sobrecarga de açúcar. Ambos ficam prontos em 24 horas.
Preparação - Jejum de oito horas, menos para água.

Urina - Tipo EAS

Para que serve - Detectar uma possível infecção urinária. Se não for tratada, pode desencadear anemia, ruptura prematura das bolsas amnióticas e parto prematuro.
Como se faz - Lave a região genital, para que as bactérias da vagina não sejam confundidas com os microorganismos da infecção, e colha a urina em frasco apropriado (o laboratório fornece). Não utilize o primeiro jato. O resultado sai no mesmo dia.
Quando se faz - Praticamente durante toda a gravidez, em intervalos de um a dois meses. E sempre que houver queixas como ardor ao urinar acompanhado ou não de febre.
Preparação - Beba bastante água na véspera e colha a primeira urina da manhã. Caso contrário, será necessário ficar duas horas sem tomar qualquer líquido.

Urina - Cultura

Para que serve - Identificar a bactéria que causa a infecção. Pode-se, também, pesquisar a que tipo de antibiótico ela se mostra sensível.
Como se faz - Observando-se os mesmos cuidados do exame EAS de urina.
Quando se faz - Quando a grávida apresenta sintomas de infecção urinária ou se o exame de urina mostrou alteração. O resultado demora três dias.
Preparação - Semelhante à do exame anterior.

Parasitológico de fezes

Para que serve - Verificar se existem vermes roubando sangue e nutrientes da gestante, o que ocasiona anemia.
Como se faz - Colha as fezes em recipiente esterilizado. Os laboratórios distribuem gratuitamente. O resultado sai no dia seguinte.
Quando se faz - Normalmente o obstetra pede logo na primeira consulta. E avalia a necessidade de se repetir o exame.
Preparação - Na véspera, evite alimentar-se demais ou ingerir comidas condimentadas e gordurosas.

Sorologia para toxoplasmose

Para que serve - A doença se origina do protozoário toxoplasma gondii, sendo responsável por malformações fetais. É transmitida pelo contato das fezes de animais como gatos, cachorros e pombos (portadores do parasita), além de carne de boi contaminada e mal cozida. A sorologia acusa alguma titulagem, significando que a mulher já teve contato com o protozoário e está imunizada.
Se, porém, o resultado for negativo, o obstetra deve acompanhar a grávida mais de perto. No caso de infecção, será pedido um exame específico para, então, definir se a toxoplasmose se encontra ou não em atividade. Dependendo da precocidade com que ela for tratada, pode-se evitar riscos para o feto.
Como se faz - Através de uma amostra de sangue da mãe. Fica pronto em um dia.
Quando se faz - A maioria dos médicos costuma pedir o exame logo que se confirme a gravidez. Caso o primeiro dê resultado negativo, repete-se a cada três meses.
Preparação - Jejum de quatro horas, menos para água.

Sorologia para rubéola

Para que serve - A doença afeta gravemente o bebê, sobretudo nos primeiros meses. Até a 12a semana da gestação, esta possibilidade ultrapassa 80%. Se o exame revelar uma titulagem superior a 1:16, significa imunidade da mãe. Ou seja, os riscos estão afastados.
Caso não sejam encontrados anticorpos contra a rubéola (ou um número muito baixo deles), o sinal é de alerta: como a mulher está suscetível a contrair a doença, precisa fazer uma vigilância especial.
Como se faz - Colhe-se o sangue da gestante. O resultado fica disponível em um dia.
Quando se faz - De preferência, antes de engravidar, quando ainda é possível tomar a vacina. Ou logo no começo da gestação, se não houve este cuidado prévio. Existindo qualquer suspeita de contaminação, o exame será repetido em 15 dias e comparado ao anterior.
Preparação - Jejum de quatro horas, menos para água.

Sorologia para sífilis

Para que serve - Trata-se de doença sexualmente transmissível e que gera malformações. Um tratamento precoce, até o 4º, 5º mês, à base de penicilina, afasta o risco.
Como se faz - Colhe-se 10ml de sangue da mãe.
Quando se faz - No primeiro trimestre. O futuro pai também faz o exame, para que não venha a contaminar a companheira. Resultado no dia seguinte.
Preparação - Jejum de quatro horas, menos para água.

Sorologia para brucelose

Para que serve - A transmissão da doença se dá através do germe brucela, presente no leite de vaca, na urina e no sangue contaminado do boi, cavalo, porco, da cabra e da ovelha. Como a brucelose causa aborto entre os animais, suspeita-se que aconteça o mesmo com os seres humanos.
Como se faz - Colhe-se amostra de sangue materno. Resultado em dois dias.
Quando se faz - A doença é rara e não há comprovação de riscos para o feto. Alguns obstetras pedem o exame no começo da gravidez, como rotina. Outros, entretanto, costumam indicá-lo somente em casos de abortos de repetição ou se a mulher mora ou já morou em área rural.
Preparação - Jejum de quatro horas, menos para água.

Sorologia para listeriose

Para que serve - A bactéria listeria é transmitida pelo contato com animais ou ingestão de alimentos contaminados, principalmente o leite. Não há uma alta incidência da doença e ela não tem repercussão para a mulher. Pode, no entanto, causar abortamento, parto prematuro ou lesar o sistema nervoso e as meninges do feto.
Como se faz - Através de amostra do sangue materno. Resultado até três dias depois.
Quando se faz - Alguns médicos acham que a baixa incidência não justifica a necessidade do exame. Outros preferem pedir, como medida de segurança, logo na primeira consulta.
Preparação - Jejum de quatro horas, menos para água.

Sorologia para hepatite B

Para que serve - Se ficar comprovado que a mãe tem o vírus, há possibilidade de a criança ser infectada no momento do parto. Como prevenção, faz-se uma vacina, no bebê, com os anticorpos para hepatite. Na maioria dos casos, a medida é eficaz.
Como se faz - Através do sangue da mãe.
Quando se faz - Antes da gravidez, como prevenção. Ou logo nos primeiros meses. O resultado sai em um dia.
Preparação - Jejum de quatro horas, menos para água.

Elisa (Anti-HIV)

Para que serve - O HIV é uma doença sexualmente transmissível. Ou seja, a mulher portadora do vírus pode passá-lo ao filho durante a gravidez ou no parto. O exame permite que o obstetra tome medidas para proteger a saúde da mãe e do bebê, reduzindo-se, consideravelmente, o perigo de contaminação da criança.
Como se faz - A partir de uma amostra do sangue materno. O resultado sai no dia seguinte. Em caso positivo, o Ministério da Saúde recomenda que se repita o teste para uma pesquisa ainda mais detalhada, confirmando ou não o diagnóstico.
Quando se faz - No começo da gravidez. Muitos médicos ainda não o solicitam, mas deveriam.
Preparação - Jejum de quatro horas, menos para água.

Atenção! Logo que sair do laboratório, reponha as energias com um bom café da manhã. E, durante as horas seguintes, evite fazer esforço com o braço, para evitar inchaços.

Biópsia do vilo-corial

Para que serve - Detectar doenças cromossômicas ou decorrentes de falhas no fechamento do tubo neural (coluna e cérebro).
Como se faz - Através de punção abdominal ou vaginal, de acordo com a época em que a biópsia for feita. Mas, atenção: este exame envolve risco de 1% a 2% na interrupção da gravidez.
Quando se faz - Entre a 8ª e a 9ª semanas (abdominal) ou a partir da 12ª (vaginal).
Quem deve fazer - Mulheres acima de 35 anos ou se há histórico de doença familiar materna ou paterna.

Amniocentese

Para que serve - Detectar doenças cromossômicas.
Como se faz - Através de uma punção abdominal. Risco de interrupção da gravidez de até 1%.
Quando se faz - Entre a 14ª e a 17ª semanas.
Quem deve fazer - As gestantes que não se submeteram à biópsia do vilo-corial. Também se há histórico de doença familiar para ela ou o marido.

Teste duplo

Para que serve - Avaliar possibilidade de doenças cromossômicas. Faz-se uma combinação dos hormônios PAPP-A e HGC fração beta, produzidos pela gestante, com o resultado da translucência nucal (exame de imagem).
Como se faz - Através de amostra do sangue materno.
Quando se faz - Entre a 10ª e a 13ª semanas.
Quem deve fazer - Todas as gestantes.

Teste Triplo

Para quer serve - Mais completo que o teste triplo, também para avaliar a possibilidade de doenças cromossômicas. Aqui, faz-se a combinação dos hormônios AFP, HGC fração beta e Estriol livre, produzidos pela gestante.
Como se faz - Através de amostra do sangue materno.
Quando se faz - Entre a 16ª e a 18ª semanas.
Quem deve fazer - Todas as gestantes.

Secreção vaginal

Para que serve - Pesquisar a bactéria Streptococcus beta hemolítico, com alto poder de contaminação. Pode causar, inclusive, infecção generalizada no bebê, na hora do parto.
Como se faz - Através de amostra da secreção vaginal.
Quando se faz - Entre a 35ª e a 37ª semanas.
Quem deve fazer - Todas as gestantes. Cordocentese
Para que serve - Estudar os cromossomos das células fetais e pesquisar a possibilidade de infecções no feto.
Como se faz - Através de amostra do sangue do feto retirada pelo cordão umbilical.
Quando se faz - Na 20ª semana.
Quem deve fazer - Quem tem histórico familiar de doenças cromossômicas, ou quando um dos exames de rotina sugerir que algum processo infeccioso da gestante possa ter passado para o feto.